Em que é que difere a consciência iluminada da consciência comum?

A experiência da nossa vida não difere substancialmente da de uma pessoa iluminada. A diferença entre ambas deriva do facto de envolvermos a nossa experiência da vida com uma espécie de camada conceptual, investindo emocionalmente nela, tomando-a como se fosse em si “verdadeira” e não como uma “expressão” da “ocasião” em que pensamos ou falamos sobre as circunstâncias dadas. De certo modo, podemos descrevê-la com tendo um duplo sentido. Primeiro há a experiência pré-reflexiva, ainda não conceptualizada – aquilo que todos partilhamos, quer as pessoas iluminadas quer as pessoas como nós. Depois há a expressão de qualquer forma de experiência, ou a caraterização de uma situação ou circunstância particulares. Se o falante (ou pensante) não exprime nenhuma ilusão pessoal, egotista, as circunstâncias falam por si, a situação no seu todo determina o que é dito e o que é feito. Deste modo, no caso de uma pessoa iluminada, o que-é-dito é simplesmente o que-é – “Isto, Agora”.

No caso de uma pessoa não iluminada, “o que é” inclui o excedente da sua bagagem conceptual, com as suas componentes afectivas, ideias ilusórias sobre a natureza do “eu”, da “coisa”, do “tempo”, etc., que são as distorções particulares e próprias que ela projeta sobre o que realmente é.

cortesia de openway.org.au / tradução de José Eduardo Reis


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